“Coma”. Essa palavra veio destruindo toda a estabilidade mental e emocional que eu ainda tinha naquele momento. Eu só conseguia pensar em uma pessoa: minha mãe. Já havia 3 anos do seu falecimento e 1 ano que eu estava sentindo vontade de viver novamente desde então e, agora, estava perdendo-a mais uma vez. Sabe aquela história de “Eu era feliz e não sabia”? Pois é, não se encaixa a mim porque eu tinha plena convicção do sortudo que eu era de ter a família que eu tinha e que ainda tenho. Fui adotado aos 15 anos, foi a dita “adoção tardia”, mas, para mim, foi no tempo perfeito pois era daquela família que eu deveria fazer parte e era naquele exato momento de nossas vidas. Minha mãe sempre quis adotar, mas meu pai era um pouco relutante por causa dos velhos preconceitos como “Não sabemos a origem da criança... se os pais tiverem problemas mentais e a criança herdá-los? Se forem viciados e a criança for viciada também? Não conseguiremos amar da mesma forma e ela vai ficar trau...