Meu estômago parecia que ia explodir a qualquer momento. A cada passo, parecia que o tempo ia parando lentamente até chegar à mesa. _ Chá, você está mais linda ainda. Como isso é possível? Eu apenas sorri lisonjeada. Sentei na cadeira à frente dele, mas não consegui olhar direito em seus olhos. Eu estava muito nervosa; parecia que era um estranho ali, logo ele que sempre passou horas e horas conversando comigo na varanda da casa do Doug. _ Trouxe uma coisa para você, mas quero que abra em casa. Se você entender, me ligue ou mande uma mensagem e te darei a 2ª parte do presente. Ele adorava fazer joguinhos, principalmente de adivinhação com referências de programas de TV e seriados independentes. _ Mas, por que presente? Não é nem meu aniversário... – repliquei sorrindo. _ E quem disse que precisa de data comemorativa para lembrar de você? Eita! Se eu estava nervosa na hora que eu cheguei, quando ele falou isso, eu fiquei quatro vezes mais. Porém, apesar di...
“Coma”. Essa palavra veio destruindo toda a estabilidade mental e emocional que eu ainda tinha naquele momento. Eu só conseguia pensar em uma pessoa: minha mãe. Já havia 3 anos do seu falecimento e 1 ano que eu estava sentindo vontade de viver novamente desde então e, agora, estava perdendo-a mais uma vez. Sabe aquela história de “Eu era feliz e não sabia”? Pois é, não se encaixa a mim porque eu tinha plena convicção do sortudo que eu era de ter a família que eu tinha e que ainda tenho. Fui adotado aos 15 anos, foi a dita “adoção tardia”, mas, para mim, foi no tempo perfeito pois era daquela família que eu deveria fazer parte e era naquele exato momento de nossas vidas. Minha mãe sempre quis adotar, mas meu pai era um pouco relutante por causa dos velhos preconceitos como “Não sabemos a origem da criança... se os pais tiverem problemas mentais e a criança herdá-los? Se forem viciados e a criança for viciada também? Não conseguiremos amar da mesma forma e ela vai ficar trau...