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Episódio 5: O café

Meu estômago parecia que ia explodir a qualquer momento. A cada passo, parecia que o tempo ia parando lentamente até chegar à mesa. _ Chá, você está mais linda ainda. Como isso é possível? Eu apenas sorri lisonjeada. Sentei na cadeira à frente dele, mas não consegui olhar direito em seus olhos. Eu estava muito nervosa; parecia que era um estranho ali, logo ele que sempre passou horas e horas conversando comigo na varanda da casa do Doug. _ Trouxe uma coisa para você, mas quero que abra em casa. Se você entender, me ligue ou mande uma mensagem e te darei a 2ª parte do presente. Ele adorava fazer joguinhos, principalmente de adivinhação com referências de programas de TV e seriados independentes. _ Mas, por que presente? Não é nem meu aniversário... – repliquei sorrindo. _ E quem disse que precisa de data comemorativa para lembrar de você? Eita! Se eu estava nervosa na hora que eu cheguei, quando ele falou isso, eu fiquei quatro vezes mais. Porém, apesar di...
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EPISÓDIO 4: “Eu era feliz e não sabia”

“Coma”. Essa palavra veio destruindo toda a estabilidade mental e emocional que eu ainda tinha naquele momento. Eu só conseguia pensar em uma pessoa: minha mãe. Já havia 3 anos do seu falecimento e 1 ano que eu estava sentindo vontade de viver novamente desde então e, agora, estava perdendo-a mais uma vez. Sabe aquela história de “Eu era feliz e não sabia”? Pois é, não se encaixa a mim porque eu tinha plena convicção do sortudo que eu era de ter a família que eu tinha e que ainda tenho. Fui adotado aos 15 anos, foi a dita “adoção tardia”, mas, para mim, foi no tempo perfeito pois era daquela família que eu deveria fazer parte e era naquele exato momento de nossas vidas. Minha mãe sempre quis adotar, mas meu pai era um pouco relutante por causa dos velhos preconceitos como “Não sabemos a origem da criança... se os pais tiverem problemas mentais e a criança herdá-los? Se forem viciados  e a criança for viciada também? Não conseguiremos amar da mesma forma e ela vai ficar trau...

EPISÓDIO 3: Chadna

_ Você leva a garota imunda desse jeito pra rua, pai? O que deu em você? _ Eu tinha que ir no mercado; não podia deixar ela sozinha em casa. Ela é criança. Crianças se sujam. _ Imagina o que as pessoas vão dizer... “olha lá a filha da Susan, imunda, andando pela rua... a mãe não  cuida da própria filha e o avô... nem liga...” Gritos; brigas. Eu me  angustiava todas as vezes que alguém brigava perto de mim e me apavorava quando eu era o motivo da discussão. “IMUNDA... IMUNDA ...” Essa palavra ficou ecoando na minha cabeça desde então  e me atormentava durante o sexo; na hora do banho, eu me ensaboava e enxaguava 3 vezes e, em dias de crise, 6. Hoje é um desses dias. Eu perdi meu melhor amigo e meu namorado ao mesmo tempo, dura e lentamente. O pior de tudo é que os dois eram a mesma pessoa. Não. Ele não morreu, mas a dor, talvez, seria a mesma. Eu tentei. Eu juro. Porém, foi mais forte do que eu. Ele é bom demais pra mim e  eu sou complicada demais pra ele. Te...

EPISÓDIO 2: A crise

Eu só ouvia ruídos e o som de gotas de água caindo numa poça. _ Chadna... amor, você tá aí? Nenhuma resposta. Fiquei apavorado. Não estava querendo dirigir, mas peguei o carro e fui correndo pra casa dela; eu sabia: a maldita crise. Subi direto para o apartamento; o porteiro já me conhecia e eu tinha a chave de emergência comigo; fui rapidamente para o banheiro... lá estava ela. Meu coração parou por alguns milésimos de segundo. Eu já estava acostumado a ver pessoas à beira da morte no trabalho, mas era ela... a minha Chad.  Não, não, não, não, não... a minha Chá não. Verifiquei a pressão antes de tudo e estava muito baixa; logo vi a embalagem de Propranolol (remédio com efeito diminuidor da pressão arterial) quase vazia ao seu lado.  Peguei-a no colo e fui para o hospital mais próximo: o meu. _ Overdose medicamentosa! Urgência agora! Eu não pude entrar, afinal eu não era médico, mas meu pai, sim. _ Cuida dela, por favor... Foram as únicas palavras que eu consegui d...

Episódio 1: Tito

Hoje eu acordei cedo e a primeira coisa que fiz foi olhar no celular. Não. Ela não mandou nenhuma mensagem, à noite, dizendo que a saudade falou mais alto. “segui em frente”...  ecoava na minha mente mal dormida. Levantei da cama, dei comida pro Zeus, - o cachorro mais amoroso que eu já tive - pra Vênus- a gata mais implicante da Terra- e fui em direção ao banheiro. Cada gota de água que escorria pelo meu corpo era como se um pedaço dela fosse escoando também  em direção ao ralo. O cheiro dela estava entranhado na minha pele, no meu cabelo, na minha boca... “eu te amo”... E só o que eu ouvia de volta era o seu gemido de prazer... eu sabia. Era a despedida; só não queria acreditar. Vesti a camisa de “A hora de Aventura” que ela me dera no nosso aniversário de 1 ano. Troquei. Não tinha mais o mesmo sentido pra mim. Antes me causava sorrisos quando me olhava com ela no espelho, agora... náuseas, uma vazio tão grande que doía. O perfume? Nem me atrevi a tocar na embalag...

FAMÍLIA AUSENTE, SOCIEDADE DOENTE

Oi turma! Bora conversar sobre a família hoje? Outro dia, conversando com um casal amigo meu, eu ouvi uma teoria que fez todo o sentido para mim. Uma psicóloga entrevistada estava falando sobre a família da geração  dos anos 60 a 80 e a família de nossa geração (anos 90 a 2017); a diferença entre  essas famílias é  a seguinte: FAMÍLIA DOS 80 Essa família era mais preocupada com o desenvolvimento de suas crias nos âmbitos emocional,  educacional e moral; ou seja, a família podia até  não ter muitas condições financeiras, o pai  e a mãe não terem “completado” os estudos, maaaaasssss era uma família na qual os referenciais adultos e experientes estavam mais presentes no dia a dia da criança  e do adolescente - principalmente  a mãe  (por causa do modelo patriarcal de homem sair pra trabalhar e a mãe ficar em casa). Dessa forma, esses infantes desenvolveram uma segurança emocional e moral, uma base psicológica  com força para ...

O tal do sexo.

Eu decidi falar sobre isso hoje porque eu já ouvi cada coisa ... E fiquei imaginando como vocês  lidam com esse assunto. Sou iniciante nesse ramo de blog, então não sei qual é o meu público ainda; se é  o tipo mais experiente ou se é o tipo que tá mais por fora do que pagodeiro em show de Rock. Então, vou começar  falando do começo: a virgindade. Não  sei vocês, mas eu vim de uma família que sempre tratou o sexo como algo pecaminoso ou como sinônimo de gravidez. Logo, eu nunca pude conversar, de fato, com alguém experiente no assunto que me orientasse como proceder quando chegasse o momento. Assim, se você também  não tem com quem conversar sobre isso, BORA CONVERSAR? Pensando sobre isso, eu levantei alguns questionamentos de algumas pessoas que estão querendo esclarecer mais suas mentes sobre esse assunto. E quero falar de acordo com minhas experiências somadas às dos meus amigos e amigas. 1ª coisa: Sexo não é algo proibido, por isso não  é motiv...